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A vida e a carreira de Sylvia Kristel

Sylvia Kristel foi projetada para a fama com Emmanuelle. No entanto, a personagem do livro de Emmanuelle Arsan pouco tinha em comum com a atriz. “Quis ser uma deusa do sexo, quis ser aquela personagem. Quis tudo. Voei, mas nunca aterrei onde queria. A minha celebridade terminou quando começava a acreditar nela.”

Em 1974, depois de um ano de batalha contra a censura, Emmanuelle foi finalmente lançado em França, alcançando um sucesso sem precedentes para um filme erótico, do Japão aos EUA. O trailer anunciava “12 milhões de franceses esperaram em fila para o ver!” Foi exibido ininterruptamente no Paris Triomphe, nos Campos Elíseos, até 1985. Com um orçamento de 500 mil dólares, rendeu 100 milhões em todo o mundo.

As memórias de Sylvia Kristel, publicadas e traduzidas em vários idiomas, relatam, com franqueza e sensibilidade, esse processo. Uma holandesa desconhecida passou a ser considerada a mulher mais bonita do mundo. O preço é caro por oferecer sonhos; quando eles terminam, tal como a beleza, não há fuga.

A rapariga do cartaz, nua e sentada numa cadeira de palha, era uma desconhecida de 20 anos, que rapidamente se tornaria no ícone da “libertação sexual”. Tornou-se na conquista mais ambicionada em Hollywood e foi com ingenuidade que entrou no meio feroz da indústria de cinema norte-americana. Só por sorte, saiu de lá viva.

Um dos problemas dos livros de memórias é o facto de não terem interesse literário. Muitos deles, se tivessem sido escritos por um anónimo, não seriam publicados. Não é o caso da obra de Sylvia, que, num estilo cristalino (e adequado ao seu nome, Kristel [cristal]), relata os altos e baixos da sua vida com uma serenidade invulgar. Despiu-se no grande ecrã, mas afirma que é através das palavras que se despe realmente, após tantos anos de nudez. Rótulos como “ícone sexual” deixam-na constrangida.

Sylvia Kristel "Goodbye Emmanuelle"A atriz escreve com segurança e determinação, num tom, por vezes, poético, até na sordidez. Auxiliada por Jean Arcelin, não se prende em pormenores, tentando universalizar a experiência. A sua estreia como escritora relembra o trailer do filme que a tornou famosa: “Se o nome ‘Emmanuelle’ não vos disser nada, perguntem a um amigo”. A sugestão era acompanhada por imagens de uma atriz desconhecida, mas, na estreia, formou-se uma fila interminável nos Campos Elísios, em Paris. Ainda hoje, os sociólogos tentam explicar o fenómeno.

A ideia do livro Undressing Emmanuelle nasceu em 2005, em Amesterdão, quando Bessel Kok – que convidou Kristel para um festival de cinema na República Checa – lhe disse que iria sustentá-la durante alguns meses, para que se dedicasse ao seu projeto. “Que tipo de projeto?”, perguntou ela. “Um livro.” “Um livro?” “A história de uma holandesa a envelhecer, uma antiga deusa do amor, com saúde instável e a viver num apartamento minúsculo… pensa nisso.”

APENAS UM FILME

Sylvia Kristel nasceu a 28 de setembro de 1952 em Utrecht, na Holanda, onde os pais dirigiam um hotel. Sylvia e a irmã cresceram no quarto 21, mas, quando o hotel estava lotado, eram levadas para o 22. Teve uma educação religiosa, frequentando um colégio de freiras e, com um Q.I. de 164, passou quatro níveis na escola. Trabalhou num bar, numa bomba de gasolina e foi secretária. Ambicionava ser professora, mas começou a trabalhar como modelo aos 17 anos, vencendo o concurso “Miss TV Europa”, em 1973. No ano seguinte, falaram-lhe do ‘casting’ para um filme.

“Decido ir. Nenhuma atriz francesa conhecida se atreve a aproximar-se: Dizem todas que é pornografia. Sei que, nas minhas mãos, o papel de ‘Emmanuelle’ nunca será reduzido a pornografia. Percebo isto intuitivamente. Conseguirei conciliar a minha moralidade e educação rígida com o meu gosto pelo excesso? Nenhuma atriz quer este papel? Ótimo. Fá-lo-ei eu mesma, melhor que ninguém. Serei a ‘Emmanuelle’ que eles procuram, dissolver-me-ei no seu desejo, tornar-me-ei noutra pessoa, representarei.”

“Avisam-me que terei de me despir no casting – pelo menos, da cintura para cima. Parece-me justo para um papel erótico, embora, na verdade, me sinta desconfortável com a nudez. Ao tirar a roupa, criei a ilusão de naturalidade, de uma segunda natureza por detrás da minha boa educação e passado burguês. Ao tentar convencer os outros, quase consegui convencer-me a mim própria.”

Sylvia Kristel em Emmanuelle.

Quando falaram a Yves Rousset-Rouard do livro autobiográfico de Emmanuelle Arsan, o produtor seguiu o faro e assegurou os direitos da adaptação cinematográfica. Convidou Just Jaeckin, fotógrafo conhecido na época, para a realizar. Jaeckin já assinara alguns filmes publicitários e viu no convite uma grande oportunidade. Ambos quiseram, logo de início, fugir à vulgaridade e, para tal, precisavam da atriz certa. Encontraram mais do que tinham ambicionado.

Jaeckin, quando viu passar Sylvia Kristel no casting, disse ao produtor, “é aquela!”, ao que este respondeu, “estás doido?!” Kristel relata que, durante a entrevista, começou a despir-se lentamente enquanto falava com naturalidade. Contra factos não há argumentos, e foi ela a escolhida.

Emmanuelle Arsan insurgiu-se contra a opção, já que a personagem da obra era o oposto de Kristel, com o seu cabelo curto e ar de maria-rapaz. O filme foi realizado em seis semanas, com o realizador a dar indicações como, “se te esqueceres do diálogo, não ligues, continua a falar”. Jaeckin estava mais interessado na beleza das imagens do que no argumento ou na qualidade das representações. Foi violentamente atacado pela brigada feminista – agressiva, nesse tempos – que o acusou de explorar a nudez da mulher. Jaeckin defende-se: “O livro foi escrito por uma mulher! Nós apenas o adaptámos. Não quisemos fazer nada de transcendente nem dar sermões. É apenas um filme.” Foi apenas um filme, mas, se não fosse Sylvia Kristel, não teria sido nada.

“NÃO TENS VERGONHA…”

Em Undressing Emmanuelle, a atriz relata o deslumbramento que sentiu ao comparecer na estreia do filme em Cannes. E também o comentário que a marcou, quando entrava no teatro: “Não tens vergonha, sua porca, ao despires-te daquela maneira?” A frase chocou-a e foi desde logo um presságio. Kristel tentou uma carreira em Hollywood, mas, em vez de ser recebida como esperava, foi considerada “eurotrash”, mais uma atriz que vivia à custa do corpo. Mas teve os seus 15 minutos de fama: “Dão-me sempre as melhores mesas nos restaurantes e, onde quer que vá, pedem-me autógrafos, o que adoro. Assino o meu nome em todo o tipo de coisas – menus, bilhetes do Metro, no verso das fotografias de outras pessoas.”

Em Le jeu avec le feu (1975), uma pequena participação num filme atroz.

“Quando somos estrelas, estão-nos sempre a dizer, ‘claro!’, e os discursos estão repletos de ‘querida!’. É verdade o que dizem – ser uma estrela significa ser-se amado. E é encantador, enquanto dura. Deixar de ser uma estrela é o oposto do que acabei de descrever, com o ‘bónus’ de uma dívida emocional acumulada, evidente na tendência para o rancor e fúria daqueles que anteriormente nos reverenciavam. É quando percebemos como lhes devia ser insuportável essa devoção e essa autoaniquilação. Mais tarde ou mais cedo, tem de se pagar a dívida. Os belos pagam mais do que os outros. Às mulheres, tributa-se muito por terem sido belas, injustamente diferentes, atraentes; por terem provocado desejos insatisfeitos.”

Entre várias reflexões sobre a natureza do estrelato, Kristel descreve um programa de televisão que viu, em que se troçava de Catherine Deneuve: “É tempo de a avozinha se retirar.” “E uma pessoa amargurada também dizia mal desta atriz supremamente talentosa e ainda muito bonita. As mulheres forçam-se a si próprias, para manterem a beleza. É um dever, um vício, a derradeira generosidade. As estrelas bonitas deviam ter uma espécie de imunidade, para poderem envelhecer em paz até morrerem na luz suave das suas memórias, protegidas do ódio de quem se quer vingar; dos ecrãs que as apresentam continuamente jovens e vivazes, e da desilusão de um público franco – ainda influenciado pelo charme da mulher envelhecida – que grita, estridente, na rua: ‘Caramba, ela está velha!’”

Alice ou la dernière fugue de Claude Chabrol (1977).

Kristel foi assediada e descreve como tentou lidar com as atenções. Em última análise, acabou por não saber lidar com nada, quiseram usá-la e deixou-se usar, perdeu o rumo e acabou por cair no vício da cocaína e do álcool, refugiando-se na pintura e no seu único filho. Apesar de tudo, em 1979, participou em superproduções como Aeroporto 80 e em Lições Privadas, o filme mais bem-sucedido da sua carreira, que arrecadou 50 milhões de dólares em todo o mundo.

A certa altura, Kristel fechou-se em casa, a pintar, e snifou tanta cocaína que entrou em completa paranoia, pedindo ajuda aos vizinhos contra um assaltante imaginário. Os polícias foram compreensivos, ao encontrarem uma grande quantidade de droga na mesa: “Sabemos que é uma pessoa conhecida. Tem duas opções, ou deita isto pela sanita abaixo ou temos de a prender.” Kristel obedeceu, e os agentes disseram-lhe, “deixe-se disso. A coca está a destruir metade de Hollywood”. Isso não a deteve, contudo, de continuar a consumir. A certa altura foi internada com uma hemorragia grave, depois de ter inalado um vidro minúsculo que se alojou no septo nasal.

Sylvia e Ian MacShane.

Um dos capítulos mais cruéis do livro narra a relação destrutiva com o ator Ian MacShane. Kristel aturou humilhações durante cinco anos, até que MacShane a atirou escada abaixo. Sylvia estava grávida e, no dia seguinte, quando foi à casa de banho, viu um feto ensanguentado esvair-se por entre as pernas. Ainda não tinha recuperado, quando o filho entrou e puxou o autoclismo. Este episódio traumatizou Kristel, que fez uma laqueação de trompas e acabou definitivamente com MacShane.

AMORES NÓMADAS

Kristel acabou sozinha num bar, vezes sem conta. Relata como um empregado a reconheceu, a beber, e a fitou insistentemente. Kristel devolveu o olhar, pensando, “é um bonito espetáculo, não é?”, de lágrimas nos olhos. Quando ia pagar, o empregado disse, “está pago, Miss Kristel”.

“O meu percurso ainda se define pelo triunfo de Emmanuelle e pelo sucesso da sequela. Os meus papéis em filmes ‘normais’ não causaram grande impacto, mas a minha carreira ainda poderá ganhar um novo fôlego.” A obra deu origem a uma terceira sequela, Goodbye, Emmanuelle, rodado nas Seychelles, um cenário idílico, embora a atriz tivesse de lidar com mais um problema. Um tabloide holandês publicara na primeira página: «Sylvia Kristel violada pelo pai.» Embora não fosse verdade, a notícia desestabilizou a precária vida familiar da atriz, que descreve o modo como se vê a si mesma no ecrã, nesse filme: “Gosto da cena em que – virada para a câmara, num plano muito próximo do meu rosto e dos meus olhos – pareço possessa, incandescente. O fogo era real.”

O Amante de Lady Chatterley (Lady Chatterley’s Lover), em 1981, foi um reencontro com o realizador Just Jaeckin e também uma oportunidade para Sylvia relançar a carreira. “Marcou um ponto importante. Foi o meu último filme bem-sucedido. O resto seria rude e feito por dinheiro.”De facto, somou uma quantidade considerável de flops, mas, embora ‘Lady Chatterley’ tenha sido interpretada por outras atrizes, Sylvia consegue ofuscá-las.

Os atores envolvem-se em relacionamentos que duram o mesmo tempo das rodagens – os amores nómadas, como Sylvia os caracteriza. Foi uma escolha óbvia para o papel de ‘Mata Hari’, num filme medíocre, um autêntico desperdício. Com uma realização escabrosa e atores com a expressividade de um tijolo, Kristel não tinha grandes hipóteses de sobressair. A atriz descreve-o como uma “memória horrível”. Durante a rodagem, apaixonou-se por um dos atores, relação que foi cortada abruptamente no final das filmagens. “Ele era casado. O filme acabou e ele partiu. Como habitualmente.”

“O ícone da libertação sexual” não se conseguia libertar do rótulo que lhe tinham posto. “Continuo a viver à custa do meu nome, um nome próprio – o meu único papel – ‘Emmanuelle’. Neste uso que fazem de mim há um erro, um abuso, um conflito violento e total com quem sou.”

Nas Seychelles, filmando Goodbye Emmanuelle (1977).

“Posso sorrir a agir de forma descontraída e despreocupada, posso continuar a defender a liberdade sexual e a afirmar que, nos países nórdicos, a nudez é considerada normal. Mas este universo erótico não me é nada espontâneo. Baseio-me na inspiração, na imaginação, nos desejos das outras pessoas, mas não na minha própria experiência.”

Os produtores estavam interessados em prosseguir a série «Emmanuelle», mas Kristel passou o testemunho à modelo Mia Nygren. E o filão continuou a ser explorado de formas cada vez mais patéticas. “A pobre ‘Emmanuelle’ já viu tudo”, ironiza Kristel. “Apareceu a «Emmanuelle Negra» e uma data de títulos ridículos: Emmanuelle no Espaço, Emmanuelle e as Freiras, Emmanuelle e os Vampiros… o meu favorito é o mais disparatado: Emmanuelle e os Últimos Canibais… do que eu me livrei!”

Acabou em Amesterdão, mais uma vez num bar, a beber cervejas umas atrás das outras, abandonada por todos e sem ter onde dormir. Saiu para a rua e apelou à sua avó falecida e a Deus, fazendo tanto alarido que o dono do bar acudiu, dizendo, “calma, sou proprietário de alguns apartamentos nesta rua. Não são grande coisa, mas pode ficar com um deles, se quiser”. Kristel comenta: “Talvez eu devesse apelar à minha avó e a Deus com mais frequência.”

Tentou reconstruir a sua vida, quando lhe foi diagnosticado um cancro na garganta, em 2005, que alastrou até um pulmão. Foi operada, reagiu aos tratamentos e recuperou. “Não tenho medo da morte. Gostaria apenas de a escolher, como o meu derradeiro desejo.” Sylvia sobreviveu, assistindo à morte de quem lhe era mais querido. “No fim, todos eles morreram. O pai, a mãe, o amigo e o amante. Mas eu não.”

MAL-ENTENDIDOS

Sylvia KristelSylvia Kristel conquistou o que ambicionou. Tornou-se poesia em imagens. Esta biografia é um relato de uma vida, não é a revelação dos recantos obscuros de uma estrela. Apenas a história de uma mulher cuja beleza projetou uma imagem desfasada da sua personalidade. Com o correr dos anos, a poliglota Kristel (é fluente em holandês, inglês, italiano e francês) permaneceu na consciência popular, sendo requisitada para entrevistas em vários países e para integrar o júri de festivais de cinema. Num deles, ouviu a conversa de duas jovens atrizes, na casa de banho: “Que raio está a ‘Emmanuelle’ a fazer aqui? Ela nem sequer é atriz…”

Num programa de televisão, uma jovem entrevistadora perguntou-lhe “quantos?…” Mas Kristel, com a audição afetada devido à quimioterapia, e pensando que a apresentadora se referia aos filmes em que participara, respondeu, “cerca de 50”. A resposta provocou uma risota pegada por parte do público e da entrevistadora, originando uma pausa nas filmagens.

Uma amiga disse então a Kristel, “ela perguntou-te quantos orgasmos…” “Bom, isto é uma pergunta surpreendente, delicada e ainda hoje não a compreendo”, comenta Kristel. “Quantos? De uma vez só? Sou um freak show, então? Quantos por filme? Na minha vida inteira?” Kristel respondeu com monossílabos durante o resto da entrevista. No livro, remata: “Se ao menos aquela vaca estúpida soubesse…”

Sylvia dedica grande parte do seu tempo à pintura.

A viagem de Sylvia acabou como começou, na Holanda. “Regresso ao meu país para pertencer, regressar ao início, falar novamente a minha língua, completar o círculo, recuperar o equilíbrio. Quis voltar atrás no tempo, ver novamente os meus pais e convencê-los a ficarem comigo, a compreenderem-se mutuamente, para me devolverem a vida que me deram e que me tiraram. Impossível, talvez. Mas a palavra ‘impossível’ nunca significou muito para mim. Alcancei o impossível. Sou uma atriz a envelhecer, uma artista em convalescença e uma mulher que finalmente se despe.”

O crítico Lauro António, que não era grande admirador de Kristel nem de Emmanuelle, teve a sorte de a entrevistar, no início dos anos 80: “Sylvia Kristel, que até não é uma grande atriz, passou a ser uma das atrizes da minha vida: Raras vezes vi uma mulher tão bonita, tão doce de olhar, tão suave nos gestos, tão amável, tão afável, tão simples no relacionamento. Os olhos e a tonalidade da pele. O sorriso. Tudo sem qualquer pose.”

E é sem poses que escreve esta autobiografia.

David Furtado

(Nota: As citações de Sylvia Kristel foram traduzidas por mim da versão inglesa.)

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6 comentários a “A vida e a carreira de Sylvia Kristel

  1. Uma pessoa simples pelo que se lê no texto acima ! Escandalizou pessoas em todo mundo. Lembro que seus filmes nunca foram pornográficos. Lembro que sua nudez sempre foi espelho da poesia e da doçura que demonstrava. Seus olhos nos levando em viagens infinitas. E seu olhar então, fazendo sonhar. No crepúsculo de sua vida, desejo que esteja em Paz ! Mesmo que muitos hipócritas a continuem condenando. Seres desprezíveis que se vestem sempre de ouro,prata,jóias,dinheiro e falsidades!Seres que não sabem que uma pessoa não pode ser avaliada pelo que aparenta ou possui. Mas pela sua essência. Que possa ter seu final de vida sem dor ! E quando partir, que descanse em Paz !

    • Olá, Paulo Rogerio. Reparo que entendeu a minha intenção com este texto. É sobre a mulher sensível e inteligente por detrás do mito. Realmente, ela nunca fez pornografia. Os filmes de “Emmanuelle” deram origem, isso sim, ao género erótico (há quem lhe chame soft-porn, mas não acho), despoletando inúmeras imitações. E tudo se deveu a Sylvia Kristel, cujo encanto descreve muito bem no seu comentário. Obrigado e um abraço.

  2. Esse foi o único artigo que encontrei na internet sobre a Sylvia Kristel que realmente valeu a pena ler. Parabéns e obrigado.

  3. Ainda não tinha lido todo o artigo. Apenas partes. Só hoje o li na íntegra. Excelente! Kristel gostaria e provavelmente pensaria que a compreendeste. Uma mulher com um QI tão elevado, não era provável que fizesse pornografia. Não vi Emmanuelle. O único filme que vi dela foi «Lady Chatterley’s Lover», baseado no romance com o mesmo nome de D.H. Lawrence. Do que vi e do que li no teu artigo, ela fez filmes eróticos, o que é diferente de pornográficos, visto que no erotismo há arte. Fiquei horrorizada com o que contas da relação que ela teve com o actor Ian MacShane. Conheço-o dos écrans, mas nem sabia o nome. E também não sabia que, na vida real, era uma besta! Notei a mudança de algumas fotografias. A primeira é uma belíssima foto! Eu acho que muita gente que visita o site se fica pelo título. E é preciso ler o artigo para perceber que o título tem que ver com a autobiografia de Kristel, o livro em que escreveu as suas Memórias e que intitulou: “Undressing Emmanuelle”. Espero que, como dizes num comentário do Facebook, haja cada vez mais pessoas interessadas no artigo pelas razões certas.

  4. Agora, que Sylvia Kristel partiu serenamente, o teu artigo é, mais do que nunca, uma justa homenagem!

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